
Como posicionar corretamente o bebê para ultrassonografia de quadril: Guia completo
30/09/2026Diferença entre quadril tipo IIa e IIb na classificação de Graf
Ao receber o resultado de uma ultrassonografia do quadril do bebê, é comum que os pais encontrem termos como “tipo IIa de Graf” ou “tipo IIb de Graf” no laudo. Embora as duas classificações possam apresentar medidas semelhantes, existe uma diferença fundamental entre elas: a idade do bebê e o estágio esperado de maturação do quadril.
A classificação de Graf é utilizada na ultrassonografia para avaliar o desenvolvimento da articulação e auxiliar no diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Entender a diferença entre os tipos IIa e IIb ajuda a compreender por que um quadril pode ser considerado imaturo em determinada idade e displásico em outra; por isso, continue lendo!
O que é a classificação de Graf?
O método de Graf é uma técnica padronizada de ultrassonografia do quadril infantil. O exame avalia a anatomia da articulação e utiliza medidas, ângulos alfa e beta, para determinar o grau de maturação do acetábulo.
De forma geral, um quadril tipo I apresenta maturidade adequada, com ângulo alfa igual ou superior a 60°. Já os quadris classificados como IIa ou IIb apresentam ângulo alfa entre 50° e 59°.
Se a faixa do ângulo pode ser a mesma, o que diferencia IIa de IIb? Principalmente a idade da criança.
O que significa quadril tipo IIa?
O quadril Graf IIa é encontrado em bebês com até aproximadamente 3 meses de idade e representa um quadril ainda imaturo.
Nessa fase da vida, o acetábulo continua passando por um processo natural de desenvolvimento. Portanto, um ângulo alfa entre 50° e 59° pode representar uma imaturidade fisiológica, dependendo da idade exata do bebê e da evolução esperada.
Isso não significa que o achado deva ser ignorado. O acompanhamento é importante para verificar se o quadril amadurece e alcança os parâmetros esperados ao longo das semanas.
Dentro do tipo IIa, a evolução da maturação também pode ser considerada para diferenciar quadris que estão se desenvolvendo adequadamente daqueles cujo desenvolvimento está mais lento.
O que significa quadril tipo IIb?
O quadril Graf IIb também apresenta ângulo alfa entre 50° e 59°, porém é identificado quando essa imaturidade persiste após aproximadamente 3 meses de idade.
Nesse momento, espera-se que o quadril já tenha atingido maior maturidade. Por isso, uma característica que poderia ser compatível com o desenvolvimento fisiológico em um bebê mais novo passa a ser considerada um retardo de ossificação ou displasia.
Essa é a principal diferença entre IIa e IIb: o mesmo intervalo de ângulo alfa assume significados diferentes conforme a idade da criança.
Qual é a diferença entre Graf IIa e IIb?
A principal diferença entre Graf IIa e Graf IIb está na idade do bebê e no estágio de maturação do quadril.
O Graf IIa é observado nos primeiros meses de vida, quando o quadril ainda pode estar em processo normal de amadurecimento. Já o Graf IIb indica que essa imaturidade persiste além da idade esperada.
Nos dois casos, o ângulo alfa pode estar entre 50° e 59°. Por isso, a interpretação não depende apenas da medida: a idade da criança é fundamental para definir a classificação.
Em resumo, o Graf IIa representa um quadril ainda em maturação, enquanto o Graf IIb sugere atraso nesse processo.
Um quadril IIa pode se tornar normal?
Sim. Muitos quadris classificados como IIa nos primeiros meses estão simplesmente passando pelo processo de maturação.
Com o desenvolvimento adequado do acetábulo, o ângulo alfa pode aumentar e atingir ângulos maiores que 60°, passando para a classificação de quadril tipo I de Graf.
Por esse motivo, dependendo da idade e das características do exame, pode ser indicado acompanhamento ultrassonográfico para verificar a evolução.
Se a maturação esperada não ocorrer e o quadril permanecer com ângulo alfa entre 50° e 59° após a idade limite considerada pelo método, ele passa a ser classificado como tipo IIb de Graf.
Graf IIa significa displasia do quadril?
Não necessariamente.
Em bebês pequenos, um quadril IIa pode representar uma imaturidade compatível com a idade, e não obrigatoriamente uma displasia estabelecida.
É justamente por isso que a idade precisa ser analisada junto aos achados ultrassonográficos. O acompanhamento permite verificar se a articulação está evoluindo no ritmo esperado.
Já no tipo IIb, a persistência da imaturidade além do período esperado passa a ter maior significado clínico.
Quadril tipo IIb precisa de tratamento?
A classificação tipo IIb merece avaliação cuidadosa porque indica que o desenvolvimento ósseo do acetábulo está atrasado para a idade.
Entretanto, a decisão sobre tratamento não deve ser baseada apenas em um número isolado no laudo.
O médico considera a idade da criança, características morfológicas do quadril, estabilidade articular, exame clínico, evolução em exames anteriores e outros fatores de risco para DDQ.
Por isso, a conduta deve ser definida individualmente pelo profissional responsável pelo acompanhamento do bebê.
Por que a qualidade da ultrassonografia é importante?
Para diferenciar corretamente os tipos de quadril, não basta apenas medir os ângulos. A imagem precisa ter sido obtida no plano anatômico correto.
No método de Graf, existem critérios específicos para verificar se as estruturas necessárias estão adequadamente representadas antes das mensurações.
Uma imagem obtida de forma incorreta pode causar erros nas medidas e, consequentemente, levar à classificação inadequada do quadril.
Por isso, a padronização do exame e a experiência do profissional são importantes para um diagnóstico confiável.
O diagnóstico precoce faz diferença?
Sim. A identificação e o acompanhamento precoces da DDQ permitem observar o desenvolvimento da articulação justamente em uma fase de rápido crescimento.
Alterações leves identificadas e acompanhadas adequadamente tendem a apresentar melhores perspectivas do que quadros mais graves ou diagnosticados tardiamente.
A displasia persistente pode estar associada, ao longo do crescimento, a alterações biomecânicas, dor, limitação funcional e maior risco de desgaste precoce da articulação.
Por isso, mesmo alterações aparentemente discretas devem receber o acompanhamento recomendado.
Qual é o quadril considerado maduro?
De maneira geral, no método de Graf, um quadril com ângulo alfa igual ou superior a 60° é classificado como tipo I, indicando maturidade adequada.
A idade faz toda a diferença para o Graf IIa e IIb?
A principal diferença entre quadril tipo IIa e IIb na classificação de Graf está na relação entre o desenvolvimento da articulação e a idade do bebê.
Nos dois casos, o ângulo alfa pode estar entre 50° e 59°. No Graf IIa, porém, essa característica ocorre durante uma fase em que o quadril ainda pode estar fisiologicamente imaturo. No Graf IIb, a maturação insuficiente persiste além do período esperado.
Por isso, um resultado de ultrassonografia não deve ser interpretado apenas pelos valores dos ângulos. Idade, morfologia, qualidade técnica da imagem e evolução do quadril precisam ser analisadas em conjunto.
O acompanhamento adequado permite diferenciar um quadril que está apenas amadurecendo de uma alteração que necessita de maior atenção.
A Dra. Giovanna Braga Motta é especialista em ultrassonografia pediátrica, com foco nas alterações do quadril infantil, oferecendo um atendimento humanizado, preciso e voltado para diagnósticos altamente assertivos. Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, realizou residência em Pediatria no Hospital Roberto Santos, em Salvador, e posteriormente se especializou em Ultrassonografia Pediátrica em São Paulo.
Possui tese de mestrado, doutorado e pós-doutorado dedicadas ao estudo da ultrassonografia do quadril para o diagnóstico da DDQ, sendo referência na área. Atualmente, atua como ultrassonografista pediátrica em consultório particular, oferecendo uma avaliação especializada, acolhedora e confiável para você e seu bebê.


