
Como o parto pode influenciar a displasia de quadril?
20/01/2025
Quando devo buscar um especialista – Dra. Giovanna Braga Motta
20/01/2025Luxação e Subluxação: Quais são as diferenças?
A displasia de quadril é uma condição em que a articulação do quadril não se desenvolve corretamente, resultando em instabilidade. Nesse contexto, os termos luxação e subluxação descrevem graus diferentes dessa instabilidade. Entender as diferenças entre esses dois quadros é essencial para o diagnóstico e o manejo adequado da condição.
Por isso, neste artigo, explicaremos o que é luxação e subluxação, suas diferenças, os principais sintomas e muito mais. Continue lendo!

O que é a luxação do quadril?
A luxação ocorre quando a cabeça do fêmur (extremidade superior do osso da coxa) sai completamente do encaixe do acetábulo, que é a cavidade na pelve onde a articulação do quadril se forma.
Características principais:
- Perda completa do contato articular: A cabeça femoral não está mais alinhada com o acetábulo.
- Instabilidade severa: O quadril não consegue realizar movimentos normais.
- Sintomas mais evidentes: Pode incluir dor intensa, dificuldade ou incapacidade de andar, e encurtamento visível de uma das pernas em casos mais graves.
- Risco de sequelas: Se não tratada, pode levar a artrose precoce, comprometendo a mobilidade a longo prazo.
O que é a subluxação do quadril?
A subluxação é um deslocamento parcial da articulação. Aqui, a cabeça do fêmur ainda mantém algum contato com o acetábulo, mas não está totalmente alinhada.
Características principais:
- Contato parcial da articulação: O encaixe entre o fêmur e o acetábulo é incompleto.
- Instabilidade moderada: Pode haver limitação nos movimentos, mas geralmente menos severa do que na luxação.
- Sintomas menos intensos: Pode apresentar leve desconforto, claudicação (mancar) e sensação de instabilidade, especialmente ao caminhar ou realizar atividades físicas.
- Evolução para luxação: Sem tratamento, a subluxação pode progredir para uma luxação completa.
Como diferenciar luxação e subluxação na displasia de quadril?
A diferença entre luxação e subluxação está no grau de deslocamento da cabeça do fêmur em relação ao acetábulo.
Luxação: A cabeça do fêmur está completamente fora do acetábulo. Essa condição indica uma instabilidade severa, e a articulação não consegue realizar seus movimentos normais. É frequentemente acompanhada de dor intensa, dificuldade de locomoção, e, em casos mais graves, alterações visíveis, como o encurtamento de uma perna.
Subluxação: A cabeça do fêmur está parcialmente fora do acetábulo, mantendo algum contato com a cavidade articular. Esse quadro indica uma instabilidade moderada, geralmente com sintomas menos intensos, como desconforto leve, claudicação (mancar), ou sensação de fraqueza no quadril. Apesar de menos grave, sem tratamento pode evoluir para uma luxação completa.
Principais sintomas da luxação e subluxação na displasia de quadril
Os sintomas de luxação e subluxação na displasia de quadril podem variar em intensidade, mas ambos estão relacionados à instabilidade da articulação e apresentam sinais característicos:
Sintomas gerais (luxação e subluxação):
- Dor no quadril: Pode ser leve e intermitente (na subluxação) ou intensa e constante (na luxação) quando o paciente põe carga na articulação.
- Claudicação (mancar): Observada em crianças que já andam ou em adultos, como consequência da instabilidade articular.
- Dificuldade para movimentar o quadril: Incluindo limitação para abrir as pernas ou realizar movimentos amplos.
- Sensação de instabilidade: No caso de subluxação, o quadril pode parecer “fraco” ou “solto”.
- Assimetria nas dobras das nádegas: Mais evidente em bebês, indicando desalinhamento da articulação.
- Estalos ou cliques ao movimentar o quadril: Comuns em bebês com displasia.
- Encurtamento de uma das pernas: Perceptível em posição de repouso ou ao andar, especialmente em casos de luxação.
- Postura alterada: Bebês podem adotar posições incomuns para evitar desconforto.
- Rigidez muscular: Contrações ao redor do quadril, especialmente em luxações graves.
Sinais mais específicos da luxação:
- Deformidade visível: O quadril pode parecer desalinhado ou deslocado.
- Incapacidade de caminhar ou apoiar o peso no quadril: Em casos mais graves, o movimento é muito difícil.
Sinais mais específicos da subluxação:
- Desconforto leve no quadril: Especialmente após atividades físicas ou em posturas prolongadas.
- Atraso no desenvolvimento motor: Como demora para engatinhar ou andar em bebês.
Quando procurar ajuda médica?
Se notar qualquer desses sinais em seu filho ou em algum familiar, é essencial buscar um especialista. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem prevenir complicações graves, como artrite, deformidades ou dificuldades permanentes de mobilidade.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de luxação ou subluxação da displasia de quadril é feito com base em:
Histórico clínico e exame físico: No caso de bebês, testes como o de Ortolani e Barlow podem indicar instabilidade do quadril. Em crianças maiores e adultos, o médico avalia sinais como dor, claudicação ou limitações na mobilidade.
Exames de imagem:
Ultrassonografia: Ideal para crianças de até 6 meses, pois fornece imagens detalhadas sem exposição à radiação.
Radiografias: Mostram o posicionamento da cabeça do fêmur em relação ao acetábulo.
Ressonância magnética ou tomografia: Utilizadas em casos mais complexos para detalhar alterações articulares e identificar lesões associadas.
Luxação e subluxação na displasia de quadril são graus de instabilidade que, se não tratados, podem levar a complicações graves, como dor crônica e deformidades. A luxação é mais severa, enquanto a subluxação é um deslocamento parcial, mas ainda assim preocupante. O diagnóstico precoce e tratamento adequado, com órteses ou até mesmo a cirurgia, são essenciais para preservar a mobilidade e evitar problemas futuros. Consultar um especialista ao primeiro sinal é fundamental para um bom prognóstico.
A Dra. Giovanna estuda Displasia do Desenvolvimento do Quadril há mais de 20 anos, realizando ultrassonografia do quadril infantil pelo método de Graf. Fez vários cursos, inclusive fora do Brasil e orientada pelo Professor Graf quem desenvolveu a técnica. Acredita por estudos e pesquisas da literatura mundial, que esse é o método de maior acurácia para a DDQ. Se destaca pela experiência no método, pela forma com que respeita e cuida do paciente com DDQ, e pela seriedade que encara essa doença.



