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19/12/2025Qual a maneira correta para o uso do sling e canguru?
O uso de sling e canguru tem se tornado cada vez mais popular entre pais que desejam praticidade, conexão com o bebê e liberdade de movimento. No entanto, para garantir conforto e segurança, é essencial entender a forma correta de utilizar cada suporte, respeitando a postura adequada do bebê e cuidando da ergonomia do adulto.
Neste artigo, você vai aprender como usar sling e canguru corretamente, quando utilizá-los e quais cuidados são indispensáveis. Leia mais!

Por que usar sling ou canguru?
O sling e o canguru oferecem diversos benefícios, como facilitar o vínculo afetivo, permitir que o bebê se sinta mais seguro e ajudar na rotina dos pais, que ganham mobilidade enquanto seguram a criança. Além disso, o carregamento ergonômico contribui para o desenvolvimento adequado da coluna e do quadril do bebê, quando usado da forma correta.
Para quem o sling e canguru são indicados?
O sling e o canguru são indicados para bebês desde o nascimento até a primeira infância, desde que o modelo seja adequado para cada fase. O sling costuma ser ideal para recém-nascidos, pois oferece aconchego e apoio ergonômico, enquanto o canguru estruturado é mais indicado a partir de alguns meses, quando o bebê já tem melhor controle do pescoço.
Esses carregadores também são recomendados para pais que buscam praticidade e desejam manter o bebê próximo durante as atividades diárias. Além disso, são úteis para bebês que precisam de mais contato físico e acolhimento. Em situações especiais de saúde, porém, a indicação deve ser avaliada por um profissional.
Como usar o sling corretamente?
O sling é um tecido versátil que permite carregar o bebê de diferentes maneiras. Porém, sua eficácia depende da técnica de amarração e da posição do bebê.
1. Manter a posição das pernas em “M”
A posição ideal para o bebê é com as pernas em formato de “M”:
- Joelhos mais altos que a linha do bumbum
- Coxas bem apoiadas
- Quadris alinhados
Essa postura evita pressão inadequada e ajuda na prevenção da displasia do quadril.
2. Coluna em formato de “C”
A coluna deve ficar levemente curvada, como é natural nos primeiros meses de vida. O sling deve envolver o corpo do bebê de maneira firme, mas confortável.
3. Tecido bem ajustado
O sling não pode ficar folgado. O tecido deve sustentar o bebê junto ao corpo do adulto, garantindo estabilidade e segurança. O rosto do bebê deve estar visível e próximo o suficiente para receber um beijo suave, uma regra conhecida como “visível e beijável”.
4. Atenção à respiração
Nunca cubra totalmente o rosto do bebê com o tecido. As vias aéreas devem estar sempre livres e o pescoço bem apoiado.
5. Tipos de sling e quando usar
- Wrap sling: ideal desde recém-nascidos; oferece alta sustentação.
- Sling de argolas: prático para amamentação e ajustes rápidos.
- Sling pouch: indicado para bebês maiores, por ser menos ajustável.
Como usar o canguru de maneira correta?
O canguru é um suporte estruturado que facilita a distribuição do peso e oferece praticidade no dia a dia. No entanto, só é seguro quando segue normas ergonômicas, coma base larga, proporcionando a posição das pernas em “M”.
1. Apoio correto do quadril
O assento deve ser largo o suficiente para manter o bebê sentado, com coxas bem apoiadas e joelhos elevados, também formando o “M”.
2. Posição do bebê
- De frente para o adulto: ideal para recém-nascidos e bebês pequenos.
- Nas costas: permitido quando o bebê já se senta sozinho (geralmente após os 9 meses).
3. Altura adequada
A recomendação é que o bebê esteja na altura do peito do adulto, nem tão baixo que force a coluna do responsável, nem tão alto que comprometa a visão ou a respiração.
4. Ajuste das alças
As tiras devem estar firmes, ajustadas ao corpo e distribuindo o peso igualmente. Um canguru mal ajustado causa desconforto e pode prejudicar a postura do adulto.
5. Idade e peso indicados
Cada modelo possui especificações próprias. Sempre siga o limite de peso e as orientações do fabricante para garantir segurança.

Principais erros ao usar sling e canguru
Para evitar desconfortos e riscos, fique atento aos erros mais comuns:
- Carregar o bebê com pernas esticadas ou pendurado pelo entrepernas;
- Deixar o rosto encoberto ou muito próximo ao tecido;
- Usar sling muito frouxo;
- Posicionar o bebê muito baixo no corpo;
- Utilizar carregadores não ergonômicos;
- Transportar o bebê virado para frente.
A postura inadequada pode causar problemas respiratórios, queda de oxigenação, desconforto e até impactar o desenvolvimento do quadril.
Benefícios do uso correto do sling e canguru
Quando utilizados de forma adequada, os benefícios são inúmeros:
- Maior vínculo entre bebê e cuidador;
- Redução do choro e aumento da sensação de segurança;
- Facilitação da amamentação;
- Postura mais adequada para o desenvolvimento da coluna e quadris;
- Liberdade para o adulto realizar tarefas;
- Distribuição equilibrada do peso, reduzindo dores nas costas.
Como usar o sling com segurança: dicas essenciais
Escolha um sling ergonômico: Opte por modelos adequados para recém-nascidos e que permitam ajustes para manter a posição correta em “M”.
Confira a posição do bebê regularmente: Verifique se os joelhos estão flexionados e abertos, com a coluna levemente curvada e bem apoiada.
Ajuste sem apertar demais: O sling deve sustentar o bebê com firmeza, mas sem compressão excessiva que possa causar desconforto.
Atenção a condições especiais: Se o bebê tiver diagnóstico de displasia de quadril, consulte o especialista antes de usar o sling.
O uso do sling e do canguru é uma excelente forma de carregar o bebê com segurança, conforto e afeto. Entretanto, é fundamental utilizar cada suporte corretamente, respeitando a ergonomia do bebê e do adulto. Ajustes adequados, atenção à respiração, posição correta do quadril e escolha do suporte ideal fazem toda a diferença. Quando usados da forma certa, sling e canguru promovem praticidade e fortalecem o vínculo entre o bebê e seus cuidadores.
A Dra. Giovanna Braga Motta é especialista em ultrassonografia pediátrica, com foco nas alterações do quadril infantil, oferecendo um atendimento humanizado, preciso e voltado para diagnósticos altamente assertivos. Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, realizou residência em Pediatria no Hospital Roberto Santos, em Salvador, e posteriormente se especializou em Ultrassonografia Pediátrica em São Paulo.
Possui mestrado, doutorado e pós-doutorado dedicados ao estudo da ultrassonografia do quadril para o diagnóstico da DDQ, sendo referência na área. Atualmente, atua como ultrassonografista pediátrica em seu consultório particular, oferecendo uma avaliação especializada, acolhedora e confiável para você e seu bebê.



