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20/01/2025
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20/01/2025Quando a ultrassonografia é indicada e quem são os candidatos?
A ultrassonografia do quadril é um exame fundamental na detecção precoce da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), especialmente em recém-nascidos e lactentes. Essa condição ocorre quando o encaixe entre o fêmur e o quadril não se desenvolve de forma adequada, podendo levar a problemas de mobilidade se não tratada a tempo.
Neste artigo, você vai entender mais sobre a ultrassonografia, quando é indicada, quem são os candidatos e demais fatores. Continue lendo!

O que é a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ)?
A DDQ é uma condição que afeta a articulação do quadril, onde o fêmur (osso da coxa) não se encaixa corretamente na cavidade acetabular (estrutura do osso da bacia). Isso pode variar desde um leve desalinhamento até uma luxação completa do quadril. Quando não tratada precocemente, pode causar problemas sérios, como dor, dificuldade para caminhar e artrite precoce.
Indicações da ultrassonografia de quadril
A ultrassonografia do quadril é indicada principalmente nos seguintes casos:
Triagem em recém-nascidos saudáveis: Geralmente realizada até a 4ª semana de vida, mesmo que não existam sinais aparentes de displasia. Recomendada como rotina em alguns países, especialmente onde há alta prevalência de DDQ.
Recém-nascidos com fatores de risco:
Histórico familiar: Se um dos pais ou irmãos teve displasia de quadril, a chance da condição se repetir aumenta.
Apresentação pélvica (nascimentos de parto pélvico): Bebês que nascem de nádegas têm maior risco de desenvolver DDQ.
Gestações múltiplas: Gêmeos ou múltiplos podem apresentar maior incidência de problemas no desenvolvimento do quadril devido à restrição de espaço no útero.
Condições associadas: Presença de alterações ortopédicas, como pé torto congênito, ou condições genéticas.
Sinais clínicos suspeitos: Limitação da abertura das pernas do bebê durante o exame físico, assimetria nas dobras glúteas. Estalidos ou cliques durante o movimento do quadril (testes de Ortolani ou Barlow positivos).
Seguimento de casos diagnosticados: Quando a displasia já foi confirmada, a ultrassonografia é usada para acompanhar a eficácia do tratamento, com o uso de órteses ou outros procedimentos.
Quem são os candidatos ideais para o exame?
Todos os recém-nascidos deveriam realizar a ultrassonografia do quadril nas primeiras semanas de vida, mas não existe no Brasil um protocolo definido. Porém os candidatos ideais para a ultrassonografia são:
- Recém-nascidos com fatores de risco mencionados acima.
- Bebês prematuros ou com condições que afetem o desenvolvimento musculoesquelético.
- Crianças com achados anormais em exames clínicos realizados pelo pediatra ou ortopedista.
Como é feita a ultrassonografia?
A ultrassonografia do quadril é um exame rápido, indolor e simples, realizado com o bebê confortavelmente deitado de lado. Não é necessário nenhum preparo especial. Durante o procedimento, o profissional de saúde aplica um gel aquecido na região do quadril para tirar o ar que existe entre a pele do paciente e a sonda, que é posicionada cuidadosamente sobre a área a ser examinada. Com movimentos precisos, o equipamento captura imagens detalhadas da articulação, permitindo uma análise completa e precisa da anatomia do quadril do bebê.
O que o médico observa?
As principais observações na ultrassonografia incluem:
- O formato e a profundidade da cavidade do quadril (acetábulo).
- O alinhamento do fêmur dentro da articulação.
- A relação entre os ossos e os tecidos moles ao redor do quadril.
- Medições importantes, dos ângulos do quadril (analisados pelo método de Graf), para classificar o quadril e quantificar a displasia.
Vantagens da ultrassonografia de quadril pelo método de Graf
A ultrassonografia do quadril pelo método de Graf é uma ferramenta indispensável para o diagnóstico precoce da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) em bebês. As principais vantagens incluem:
Diagnóstico precoce e preciso: O método de Graf é altamente eficaz para identificar alterações no quadril nos primeiros meses de vida, mesmo antes do surgimento de sinais visíveis. Essa abordagem possibilita a detecção precoce da DDQ, aumentando as chances de correção com métodos não cirúrgicos.
Intervenção com tratamento minimamente invasivo: Ao diagnosticar a displasia do quadril logo no início, é possível iniciar o tratamento com o uso de órteses ou dispositivos ortopédicos, como o Suspensório de Pavlik. Esses métodos são menos traumáticos e, em muitos casos, evitam a necessidade de cirurgias ou intervenções mais complexas no futuro.
Prevenção de complicações futuras: Sem tratamento, a DDQ pode levar a problemas de mobilidade, dor crônica e até condições graves, como artrose precoce. A ultrassonografia pelo método de Graf, permite o diagnóstico assertivo, dando a possibilidade de corrigir o desenvolvimento da articulação antes que ocorram danos permanentes, garantindo uma evolução saudável do quadril.
Segurança e conforto para o bebê: A ultrassonografia pelo método de Graf é um exame seguro, indolor e livre de radiação, oferecendo total conforto para o bebê. O procedimento é rápido e realizado com o bebê em uma posição relaxada, dentro do berço posicionador, o que reduz qualquer estresse durante o exame.
Facilidade de realização e ampla acessibilidade: Por ser um exame que não exige preparação especial, isso facilita a realização no momento certo, aumentando as chances de diagnóstico precoce e tratamento adequado.Mas devemos ficar atentos porque é um exame operador dependente, e o médico precisa ter um treinamento específico e cuidadoso para estar apto a realizar o exame do quadril infantil.
Tranquilidade para os pais: A ultrassonografia fornece um diagnóstico claro e detalhado sobre o desenvolvimento do quadril do bebê. Para os pais, isso traz segurança e alívio. Em casos de alterações, a orientação profissional imediata garante que o tratamento seja iniciado rapidamente, promovendo o desenvolvimento saudável da criança.
Por que a ultrassonografia é tão importante para a displasia de quadril?
A ultrassonografia é o método de escolha em bebês com até 6 meses de idade, pois nessa fase o quadril ainda é composto principalmente por cartilagem, o que torna outros métodos de imagem, como a dadigrafia, menos eficazes. O exame é indolor, não invasivo e oferece imagens detalhadas da articulação, ajudando no diagnóstico precoce e permitindo intervenções rápidas, se necessário.
Se você tem dúvidas sobre a necessidade da ultrassonografia para o seu bebê, entre em contato com um especialista em ortopedia pediátrica. Essa simples ação pode fazer toda a diferença no futuro da saúde e da qualidade de vida da criança.
A Dra. Giovanna Braga Motta é especialista em alterações no quadril infantil, oferecendo um atendimento cuidadoso e preciso para garantir diagnósticos assertivos. Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, realizou residência em Pediatria no Hospital Roberto Santos, em Salvador, e especializou-se em Ultrassonografia em São Paulo. Atualmente, atua como ultrassonografista pediátrica em seu consultório particular, pronta para oferecer o diagnóstico especializado que você e seu bebê precisam.



