
Quando devo buscar um especialista – Dra. Giovanna Braga Motta
20/01/2025
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20/01/2025Sling: Como essa faixa de tecido influencia a DDQ?
O uso do sling, aquela faixa de tecido utilizada para carregar bebês junto ao corpo dos pais, tem se tornado cada vez mais popular. É prático, promove o contato físico, e ajuda a fortalecer o vínculo entre pais e filhos. No entanto, quando o assunto é saúde do quadril do bebê, especialmente em relação à displasia de quadril, é importante utilizar o sling de forma correta.
Neste artigo, entenda a maneira correta de utilizar o sling, como auxilia na DDQ e muito mais. Boa leitura!

O que é displasia de quadril?
A displasia de quadril é uma condição em que o encaixe da articulação do quadril (acetábulo) e a cabeça do fêmur não se desenvolvem adequadamente, podendo levar a problemas como luxações e dificuldades de mobilidade se não tratados. Esse problema é mais comum em recém-nascidos e requer atenção especial nos primeiros meses de vida, quando o desenvolvimento ósseo está em pleno desenvolvimento.
O que é sling?
O sling é uma faixa de tecido projetada para carregar bebês junto ao corpo de um adulto, geralmente um dos pais ou cuidadores. Ele permite que o bebê fique em uma posição segura e confortável, enquanto o adulto mantém as mãos livres para realizar outras atividades. O termo “sling” vem do inglês e significa “tipoia”, justamente pela maneira como envolve e sustenta o bebê.
Principais tipos de sling
Existem diferentes modelos de sling, cada um com características específicas que atendem às diversas necessidades e preferências dos pais. Os principais são:
- Sling de argolas (Ring Sling): Um pedaço de tecido ajustável com duas argolas em uma extremidade. É fácil de ajustar e ideal para bebês de todas as idades, sendo prático para amamentar.
- Wrap Sling: Um longo pedaço de tecido que se amarra em volta do corpo do adulto e do bebê. Proporciona suporte uniforme e é muito versátil, mas exige um pouco de prática para colocar.
- Pouch Sling: Um tipo de bolsa de tecido que não tem ajustes, sendo mais simples de usar. Porém, não é tão flexível em termos de ajuste quanto os outros tipos.
- Mei Tai: Um híbrido entre o sling e o carregador estruturado, com tiras para amarrar e suporte estruturado para o bebê.
- Sling de tecido elástico: Feito de material elástico, é ideal para recém-nascidos, mas pode não oferecer suporte suficiente para bebês mais pesados.
Por que usar um sling?
O sling oferece uma série de benefícios tanto para o bebê quanto para os pais, são eles:
- Conforto e segurança: O bebê fica próximo ao corpo do cuidador, proporcionando um ambiente aconchegante que lembra o útero materno.
- Estímulo ao vínculo afetivo: O contato pele a pele fortalece a conexão entre o bebê e o cuidador.
- Praticidade: Libera as mãos dos pais, permitindo que realizem tarefas enquanto mantêm o bebê próximo.
- Amamentação discreta: Alguns modelos de sling facilitam a amamentação em público.
- Desenvolvimento saudável: Quando usado corretamente, promove uma posição ergonômica que beneficia o desenvolvimento do quadril e da coluna do bebê.
Cuidados essenciais ao usar um sling
- Escolha o modelo certo: O sling deve ser adequado à idade e ao peso do bebê.
- Posicione o bebê corretamente: Garanta que ele esteja na posição de “M” com as pernas abertas e os joelhos elevados, especialmente importante para prevenir ou minimizar problemas no quadril, como a displasia.
- Evite obstruções das vias respiratórias: O rosto do bebê deve estar sempre visível e desobstruído, com o queixo longe do peito para facilitar a respiração.

Benefícios do sling quando usado corretamente
- Alinhamento saudável do quadril: Na posição de M, o quadril é mantido em uma posição natural, reduzindo o risco de problemas articulares.
- Conforto e mobilidade: O sling permite que os pais mantenham as mãos livres enquanto o bebê está seguro e em uma posição ergonômica.
- Promoção de um desenvolvimento saudável: Além do quadril, a posição favorece o fortalecimento da musculatura e um melhor suporte para a coluna vertebral do bebê.
O impacto do sling no quadril do bebê
O uso do sling pode influenciar positivamente ou negativamente no desenvolvimento do quadril, dependendo da posição em que o bebê é colocado. A posição recomendada é a “posição de M” ou “posição de sapinho”, onde os joelhos do bebê ficam mais altos que o bumbum, formando um “M”. Isso garante que o quadril fique em uma posição saudável, favorecendo o alinhamento correto das articulações.
Por outro lado, carregar o bebê de forma inadequada, com as pernas esticadas para baixo ou muito apertadas contra o corpo, pode exercer pressão indevida sobre as articulações e aumentar o risco de agravar uma displasia existente ou mesmo contribuir para seu desenvolvimento.
Quando não usar o slig?
O sling não é indicado para bebês com problemas de saúde, como displasia de quadril severa ou dificuldades respiratórias, sem orientação médica. Deve ser evitado em casos de ajuste inadequado que comprometa a segurança, por cuidadores com problemas de coluna, em atividades de risco como cozinhar ou exercícios, e em condições climáticas extremas. Além disso, slings fora do peso recomendado ou de baixa qualidade não deve ser usados.
Dicas para usar o sling de forma segura
- Escolha um sling ergonômico: Certifique-se de que o modelo é adequado para recém-nascidos e permite ajustes que garantam a posição de M.
- Verifique a posição regularmente: Certifique-se de que o bebê está com os joelhos flexionados e abertos, com a coluna levemente curvada.
- Não aperte demais: O sling deve sustentar o bebê sem comprimir excessivamente.
- Consulte um pediatra: Se o bebê já foi diagnosticado com displasia de quadril, converse com o pediatra ou ortopedista antes de usar o sling.
O sling, quando usado corretamente, pode ser um grande aliado no dia a dia e no desenvolvimento saudável do bebê. No entanto, é fundamental estar atento à posição do quadril para evitar problemas como a displasia. Se você tem dúvidas ou deseja aprender mais sobre o uso do sling, procure orientação especializada e sempre priorize a segurança e o conforto do bebê.
A Dra. Giovanna estuda Displasia do Desenvolvimento do Quadril há mais de 20 anos, realizando ultrassonografia do quadril infantil pelo método de Graf. Fez vários cursos, inclusive fora do Brasil e orientada pelo Professor Graf quem desenvolveu a técnica. Acredita por estudos e pesquisas da literatura mundial, que esse é o método de maior acurácia para a DDQ. Se destaca pela experiência no método, pela forma com que respeita e cuida do paciente com DDQ, e pela seriedade que encara essa doença.



