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20/01/2025Ultrassonografia: O que fazer após o procedimento?
A ultrassonografia é um exame utilizado para diagnóstico médico, conhecido por sua segurança e eficácia. É indolor, não invasiva e não utiliza radiação, o que a torna uma excelente ferramenta para acompanhar condições médicas, diagnosticar problemas e até mesmo monitorar a saúde do bebê durante a gravidez e após o nascimento.
Mas você já se perguntou o que fazer depois do exame de ultrassonografia? Vamos abordar algumas etapas importantes para garantir que você aproveite ao máximo os resultados do exame e cuide bem da sua saúde. Confira!

Quando a ultrassonografia de quadril é indicada?
A ultrassonografia de quadril é o exame de escolha para avaliar e diagnosticar precocemente a DDQ, especialmente em crianças até 6 meses de idade. Esse exame é indicado nas seguintes situações:
– Triagem em recém-nascidos saudáveis
- Geralmente é indicado a realização da ultrassonografia em crianças com fator de risco até a 4ª semana de vida, mesmo na ausência de sinais evidentes de DDQ.
- Alguns países adotam a ultrassonografia de quadril como rotina em recém-nascidos, realizando o exame em todos os bebes nascidos, especialmente onde a prevalência de DDQ é alta.
– Recém-nascidos com fatores de risco
Bebês com determinadas características têm maior probabilidade de desenvolver DDQ, como:
- Histórico familiar: A presença de DDQ em parentes próximos (pais ou irmãos) aumenta o risco.
- Apresentação pélvica (bebês que ficam sentados na gestação): Bebês que ficam sentados durante a gestação, ficam com o bumbum para baixo durante toda gestação ou em algum momento da gestação, principalmente nas últimas semanas.
- Gestações múltiplas: Em gestações de gêmeos ou múltiplos, o espaço reduzido no útero pode prejudicar o desenvolvimento adequado do quadril.
- Condições associadas: Como pé torto congênito ou síndromes genéticas, que podem predispor a alterações no quadril.
– Sinais clínicos suspeitos
A ultrassonografia é indicada sempre que houver sinais físicos que levantem suspeitas de DDQ, como:
- Limitação na abertura das pernas do bebê durante o exame físico.
- Assimetria nas dobras glúteas.
- Estalidos ou cliques ao movimentar o quadril (positividade nos testes de Ortolani ou Barlow).
– Seguimento de casos diagnosticados
- Após o diagnóstico de DDQ, a ultrassonografia é essencial para monitorar a evolução do tratamento, seja com o uso de órteses, gessos ou outros métodos.
- O exame permite ajustar o tratamento e garantir o sucesso na correção do problema.
Como a ultrassonografia é realizada?
Durante o procedimento, o bebê é colocado deitado de lado em um berço posicionador, uma superfície acolchoada, e o médico ajusta cuidadosamente a posição das pernas que deve ficar levemente fletida e aduzida, para garantir que o quadril seja avaliado adequadamente.
Um gel condutor é aplicado na região do quadril para facilitar a transmissão das ondas de ultrassom, que são emitidas por um aparelho chamado transdutor. Esse dispositivo é colocado em sentido longitudinal corpóreo da criança, e deslizado suavemente sobre a pele para capturar imagens em tempo real, permitindo que o médico avalie a anatomia e a relação do fêmur se está corretamente encaixado no acetábulo.
O exame, que dura entre 10 e 20 minutos, pode incluir ambos os quadris, mesmo que a suspeita de displasia esteja em apenas um lado. Após o procedimento, o bebê pode retomar a rotina normalmente, e o laudo é enviado aos pais e ao médico solicitante para interpretação, decisões e orientações sobre possíveis tratamentos ou acompanhamentos.
Cuidados após a ultrassonografia para displasia do quadril
Após a ultrassonografia para avaliação de displasia do quadril, o bebê pode retomar a rotina normalmente, já que o exame é não invasivo e indolor. No entanto, existem alguns cuidados simples que podem ajudar no bem-estar do bebê e no aproveitamento dos resultados.
Repouso: Não é necessário que o bebê fique em repouso após o exame. Ele pode continuar suas atividades habituais, como brincar e se movimentar livremente. O procedimento não causa desconforto ou impacto no corpo.
Evitar atividades específicas: Não há restrições quanto a movimentação ou atividades do bebê.
Cuidado com a área do exame: Durante o ultrassom, é utilizado um gel na região do quadril. Certifique-se de que a pele foi completamente limpa após o procedimento. Caso perceba alguma irritação, o que é raro, lave o local com água morna e sabão neutro.
Hidratação e conforto: Se o bebê precisou permanecer em jejum ou ficar hidratado previamente ao exame, retome a alimentação e o consumo de líquidos normalmente. Além disso, garanta que ele esteja confortável, especialmente se houve tempo prolongado de espera antes do exame.
Acompanhamento médico: Após a ultrassonografia, leve os resultados ao médico responsável para avaliar o diagnóstico. Se necessário, ele orientará sobre tratamentos ou cuidados adicionais.
Cuidar bem do bebê após o exame é simples, e o mais importante é manter o acompanhamento médico para garantir que o desenvolvimento do quadril esteja saudável.
O que não deve ser feito após o procedimento?
Embora o exame não cause impacto no corpo do bebê, algumas precauções são úteis para garantir conforto e segurança:
- Evite atividades que forcem os quadris, como posições incomuns ou práticas que não sejam naturais para a idade do bebê.
- Não tente manipular ou avaliar os movimentos do quadril por conta própria, mesmo que observe algo diferente. Apenas o médico deve fazer esse tipo de avaliação.
- Evite atrasar o acompanhamento com o pediatra ou ortopedista após o exame. A análise do laudo e a consulta médica são essenciais para decidir os próximos passos.
Com esses cuidados, o bebê poderá continuar seu desenvolvimento normalmente, enquanto você garante que a saúde do quadril está sendo acompanhada da melhor forma.
A Dra. Giovanna estuda Displasia do Desenvolvimento do Quadril há mais de 20 anos, realizando ultrassonografia do quadril infantil pelo método de Graf. Fez vários cursos, inclusive fora do Brasil e orientada pelo Professor Graf quem desenvolveu a técnica. Acredita por estudos e pesquisas da literatura mundial, que esse é o método de maior acurácia para a DDQ. Se destaca pela experiência no método, pela forma com que respeita e cuida do paciente com DDQ, e pela seriedade que encara essa doença.



