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20/01/2025
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20/01/2025Como ocorre a displasia congênita de quadril?
A antigamente conhecida como displasia congênita do quadril (DCQ), hoje chamada de displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), ocorre quando a articulação do quadril de um bebê não se desenvolve corretamente durante a gestação ou nos primeiros meses de vida. Essa condição pode variar desde uma instabilidade leve até uma luxação completa, em que a cabeça do fêmur não se encaixa adequadamente no acetábulo, que é a parte da pelve que forma a articulação do quadril.
Vamos explorar mais a respeito da displasia do desenvolvimento do quadril, como ocorre, o diagnóstico, principais sinais de detecção e muito mais, neste artigo. Continue a ler!

Como ocorre a displasia do desenvolvimento do quadril?
Formação inadequada do acetábulo: Durante o desenvolvimento do quadril na fase intrauterina, o acetábulo pode ser mais raso do que o normal, dificultando o encaixe adequado da cabeça do fêmur.
Fatores genéticos e hereditários: Crianças com histórico familiar de displasia de quadril têm maior risco de desenvolver a condição.
Influência de hormônios maternos: Hormônios como a relaxina, especialmente por sua ação nos tecidos articulares e conjuntivos, promovendo a flexibilidade dos ligamentos durante a gravidez, e podem afetar os ligamentos do quadril do bebê, deixando-o mais frouxo.
Posição intrauterina: Bebês que ficam em posição pélvica (de nádegas) no útero têm maior risco de DDQ devido à pressão exercida sobre os quadris.
Outros fatores de risco:
Sexo: meninas são mais afetadas devido à maior sensibilidade aos hormônios maternos.
Primeira gravidez: o útero mais apertado pode limitar os movimentos do feto.
Uso inadequado de carregadores ou envoltórios que mantêm os quadris do bebê muito juntos.
Principais sinas de detecção da DDQ
Os principais sinais de detecção da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) podem ser identificados tanto por profissionais de saúde durante exames de rotina quanto pelos pais ao observarem o bebê. Reconhecer esses sinais precocemente é essencial para garantir um tratamento eficaz.
– Sinais em recém-nascidos e bebês
- Estalidos ou cliques no quadril: Durante a movimentação das pernas, pode-se sentir ou ouvir um som de clique, o que pode indicar instabilidade na articulação.
- Assimetria nas pregas glúteas: As dobras das nádegas podem ser desiguais, indicando um desalinhamento.
- Limitação de movimento: Dificuldade ou resistência ao abrir as pernas para os lados, como ao trocar fraldas.
- Diferença no comprimento das pernas: Uma perna pode parecer mais curta que a outra.
- Aparência de uma perna voltada para fora: Um dos lados pode parecer mais “aberto” ou deslocado quando o bebê está deitado.
– Sinais em crianças maiores
Se a displasia não for detectada logo após o nascimento, outros sinais podem surgir conforme a criança cresce:
- Dificuldade para engatinhar ou andar: A criança pode apresentar atraso no desenvolvimento motor ou dificuldade para se movimentar.
- Andar mancando: Em casos em que apenas um lado é afetado, a criança pode mancar ou andar de forma desigual.
- Marcha instável ou rebolante: Quando ambos os lados são afetados, a criança pode ter uma marcha anormal, como um andar de “pato”.
- Dor no quadril ou joelho: Se não tratado, o desalinhamento pode causar desconforto nas articulações conforme a criança cresce.
Como realizar um diagnóstico assertivo?
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações no futuro, como dificuldades para andar ou dor crônica. As principais formas de identificação incluem:
Exame físico do recém-nascido: Testes como os de Ortolani e Barlow ajudam a detectar instabilidade no quadril.
Ultrassonografia: Indicada especialmente para bebês de risco ou nos primeiros meses de vida.
Radiografia: Usada após os 6 meses, quando os ossos estão mais desenvolvidos.
Complicações da displasia do quadril não tratada
Quando a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) não é diagnosticada e tratada a tempo, pode gerar complicações significativas que afetam a qualidade de vida a longo prazo. Essas consequências variam em gravidade, dependendo do grau da displasia e do tempo sem intervenção adequada. As principais complicações incluem:
1. Dificuldades de mobilidade:
A falta de alinhamento adequado entre a cabeça do fêmur e o acetábulo compromete a estabilidade da articulação, dificultando atividades cotidianas como caminhar, correr ou até mesmo ficar em pé por longos períodos.
2. Desenvolvimento de artrose precoce:
A articulação do quadril sofre desgaste acelerado devido à instabilidade, aumentando o risco de artrose (desgaste da cartilagem articular) em idades jovens, geralmente a partir dos 30 ou 40 anos.
3. Dor crônica:
A instabilidade do quadril pode gerar inflamação e sobrecarga nas articulações adjacentes, resultando em dor persistente, especialmente ao realizar atividades físicas ou carregar peso.
4. Deformidades na marcha:
A luxação ou desalinhamento pode causar alterações no padrão de andar, como mancar ou apresentar uma marcha rebolante, devido à distribuição desigual de peso entre os quadris.
5. Diferença no comprimento das pernas:
A descompensação na articulação pode fazer com que uma perna pareça mais curta, afetando o equilíbrio e contribuindo para problemas posturais.
Maneiras de prevenir a displasia de quadril
A prevenção da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) envolve práticas simples que protegem o alinhamento saudável da articulação do quadril. É essencial posicionar o bebê corretamente ao carregá-lo, mantendo as pernas em posição de “M” (joelhos mais altos que o quadril e abertos), além de evitar dispositivos que mantenham as pernas juntas ou esticadas, como mantas apertadas ou cadeirinhas inadequadas.
O uso de carregadores ergonômicos e o swaddling seguro, que permite liberdade de movimento para os quadris, também são medidas importantes. Bebês com fatores de risco, como parto pélvico ou histórico familiar, devem ser monitorados de perto por um pediatra ou ortopedista pediátrico, e a detecção precoce de qualquer sinal pode prevenir complicações futuras. Com atenção e acompanhamento médico adequado, é possível reduzir significativamente as complicações da DDQ.
A importância do acompanhamento médico para a DDQ
É importante que os exames físicos de rotina sejam realizados por pediatras ou ortopedistas, especialmente nos primeiros meses de vida. Exames adicionais, como ultrassonografia, são indicados se houver fatores de risco ou sinais clínicos.
Se notar algum desses sinais, procure imediatamente o pediatra para uma avaliação mais detalhada. A detecção precoce pode evitar complicações futuras e garantir o desenvolvimento saudável do bebê!
A displasia do desenvolvimento do quadril é uma condição em que a articulação do quadril não se forma adequadamente, podendo levar a problemas de marcha, dor crônica e complicações futuras se não tratada. O diagnóstico precoce, baseado em sinais como assimetria nas pregas glúteas ou dificuldade de movimentar as pernas, permite intervenções simples, como órteses, na maioria dos casos. Consultas regulares ao pediatra e atenção aos fatores de risco são essenciais para garantir o desenvolvimento saudável da criança.
A Dra. Giovanna Braga Motta é especialista em alterações no quadril infantil, oferecendo um atendimento cuidadoso e preciso para garantir diagnósticos assertivos. Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, realizou residência em Pediatria no Hospital Roberto Santos, em Salvador, e especializou-se em Ultrassonografia em São Paulo. Atualmente, atua como ultrassonografista pediátrica em seu consultório particular, pronta para oferecer o diagnóstico especializado que você e seu bebê precisam.



