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26/05/2025Quais posições podem ajudar o bebê com DDQ?
Entenda quais as posições podem ajudar o bebê com displasia do quadril e principais dicas para os pais, neste artigo. Boa leitura!

Quais posições podem ajudar o bebê com DDQ?
Quando o bebê é diagnosticado com Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ), o posicionamento no dia a dia se torna uma peça-chave para o sucesso do tratamento. Algumas posições são especialmente recomendadas para favorecer o encaixe correto da cabeça do fêmur no acetábulo e estimular o crescimento adequado da articulação.
1. Posição de “pernas de sapinho”
Essa é a posição campeã para ajudar o quadril a se desenvolver bem! As perninhas ficam abertas e dobradas, parecendo um pequeno sapinho. Essa postura mantém o quadril em uma posição mais natural e favorece a formação da articulação. Muitos dispositivos de tratamento, como o arnês de Pavlik, imitam exatamente essa posição.
2. Uso de slings ergonômicos
Carregar o bebê em slings tipo canguru, que mantêm as perninhas abertas e os joelhos mais altos que o quadril, é uma ótima forma de favorecer o tratamento. Imagine o bebê “abraçando” quem o carrega: é exatamente esse tipo de posição que queremos.
3. Evitar posições que mantenham as pernas esticadas
Cadeirinhas rígidas, bebê-confortos e carrinhos que deixam o bebê com as pernas juntas e retas devem ser usados com cautela. Esses dispositivos podem dificultar o encaixe correto do quadril, especialmente se usados por períodos longos.
4. Decúbito dorsal (barriguinha para cima)
Deitar o bebê de costas, principalmente durante o sono, também é recomendado. Além de ser a posição mais segura para dormir, ela permite que a gravidade atue favorecendo o encaixe natural do quadril.
5. Brincadeiras supervisionadas de barriga para baixo
Mesmo com DDQ, o “tummy time” (tempo de bruços acordado e supervisionado) é importante para fortalecer a musculatura das costas, pescoço e quadril. Só é preciso adaptar o tempo e a posição conforme a orientação médica.
Quais posições evitar?
Quando o bebê está em tratamento para displasia de quadril, alguns cuidados simples no dia a dia fazem toda a diferença para garantir que o quadril se desenvolva da forma correta. Evitar certas posições é essencial para não atrapalhar o encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo.
Evitar posições que mantenham as pernas esticadas e juntas: Deixar o bebê com as perninhas esticadas e alinhadas (como numa posição de “soldadinho”) pode piorar a displasia. Essa postura força o quadril para fora da cavidade e prejudica a formação correta da articulação.
Cuidado com bebê-conforto, cadeirinhas e carrinhos rígidos: Esses dispositivos, quando não são ergonômicos, podem forçar a posição inadequada das pernas. Se for preciso usar, prefira opções que permitam que o bebê fique com as pernas mais abertas e os joelhos levemente dobrados.
Não carregar o bebê pendurado pelas axilas: Segurar o bebê apenas pelas axilas, deixando as perninhas balançando para baixo, coloca muita tensão nos quadris. O ideal é sempre dar apoio também nas perninhas ou carregá-lo em posições que permitam o quadril ficar em flexão e abdução (pernas abertas).
Dormir de lado ou de bruços sem indicação médica: A posição de lado ou de barriga para baixo pode pressionar o quadril de maneira inadequada. A posição mais segura e indicada para o sono é o decúbito dorsal (de costas), que também ajuda no tratamento da displasia e previne a Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI).
Evitar enfaixar ou swaddling apertado nas pernas: Se for usar mantas para enrolar o bebê (“swaddling”), é importante deixar bastante espaço para que as pernas fiquem dobradas e livres para se mover. Enfaixar de forma rígida, mantendo as pernas retinhas, pode piorar a displasia.
Como a posição supina favorece o desenvolvimento do bebê?
Colocar o bebê para dormir de costas, na posição supina (também chamada de dorsal), é uma prática simples que traz grandes benefícios para o desenvolvimento saudável dos quadris. Ao deitar-se de costas, o alinhamento das articulações do quadril é favorecido, ajudando a evitar compressões indesejadas que poderiam ocorrer se o bebê dormisse de bruços (posição prona) ou de lado.
Além de apoiar o crescimento adequado do quadril, a posição supina é reconhecida como a forma mais segura de colocar o bebê para dormir, pois reduz significativamente o risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI), uma preocupação muito séria no primeiro ano de vida.
Organizações de referência mundial, como a Academia Americana de Pediatria (AAP) e o NHS do Reino Unido, reforçam a recomendação de que os bebês durmam de costas pelo menos até completarem um ano. Esse cuidado simples faz toda a diferença para promover um sono mais seguro e um desenvolvimento mais saudável.
O que fazer quando seu filho demora a engatinhar?
É natural que muitos pais sintam ansiedade ao perceber que seus filhos ainda não começaram a engatinhar. No entanto, é essencial lembrar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, e comparar marcos pode gerar preocupações desnecessárias.
Em geral, a maioria dos bebês começa a engatinhar entre 6 e 12 meses de idade, mas essa é apenas uma média. Existe uma ampla variação considerada normal, e nem todos os pequenos seguem o mesmo cronograma.
O desenvolvimento infantil é como uma construção feita tijolo por tijolo: é um processo complexo, gradual e único para cada bebê. Respeitar esse tempo individual é fundamental para promover um crescimento saudável e confiante.
Quais os cuidados em casa para crianças com DDQ?
Para bebês em tratamento da displasia do quadril que utilizam órtese, é recomendado que fiquem, sempre que possível, em posição de decúbito dorsal, ou seja, de barriguinha para cima. Essa postura aproveita a ação da gravidade para ajudar a posicionar a cabeça do fêmur corretamente dentro da cavidade do quadril, estimulando o crescimento saudável e o aprofundamento do acetábulo.
Já as crianças maiores que estão usando gesso ortopédico para tratar a DDQ precisam de cuidados especiais no dia a dia. É fundamental proteger a pele, evitando atritos ou ferimentos causados pelo gesso. Além disso, a higiene deve ser feita com muita atenção para prevenir irritações ou infecções, sempre seguindo as orientações específicas do médico.
Outro ponto importante é manter a criança envolvida em estímulos saudáveis dentro de casa, respeitando as limitações do tratamento. Atividades leves, interações positivas e muito carinho são fundamentais para o desenvolvimento emocional e motor durante essa fase.
Principais dicas para os pais de bebês com DDQ
- Siga rigorosamente as orientações médicas;
- Priorize posições que favoreçam o quadril;
- Atenção com cadeirinhas, carrinhos e bebê-conforto;
- Mantenha o bebê de barriga para cima para dormir;
- Cuidados extras com a pele e o conforto;
- Respeite o ritmo do bebê;
- Tire suas dúvidas sem medo.
A Dra. Giovanna Braga Motta é médica com ampla formação em Pediatria, Neonatologia e Ultrassonografia, com especialização em ultrassonografia pediátrica. Possui mestrado e doutorado pela UNIFESP, com foco no diagnóstico da Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) em bebês, por meio do método de Graf — técnica que domina desde 1995, com aperfeiçoamento direto com o Professor Graf o desenvolvedor do método na Europa.
Com mais de 20 anos de experiência e dedicação exclusiva à saúde do quadril infantil, alia ciência, precisão diagnóstica e acolhimento no atendimento. Seu propósito é transformar a vida dos pequenos pacientes com diagnósticos precoces, assertivos e baseados em evidências.



